A paixão do brasileiro pela internet
A Campus Party, maior evento da internet brasileira, reúne quase sete mil pessoas em São Paulo.
Assista ao videochat com Ernesto Paglia e Marcelo Branco, diretor do evento.
Há algum tempo que a internet não é mais para o brasileiro apenas uma rede para acessar sites ou trocar e-mails. É lugar para se ver e ser visto.
E essa gente toda se encontra também em carne e osso. A Campus Party, maior evento da internet brasileira, reúne quase sete mil pessoas em São Paulo.
Aos 70, um homem já viu de tudo, mas nem sempre apertou o botão... Por isso Seu Hélio precisou de um batismo digital....
Pra que que o senhor vai usar o computador?
“Depois de velho usa qualquer coisa né!”, diz Helio Sacramento, aposentado 71 anos.
Qualquer coisa, não, Seu Hélio. Com o e-mail, vai dar pra entrar em contato com a filha...
"Quem não tem poder aquisitivo pra ter um computador na sua casa também quer fazer parte dessa rede de relacionamento, quer entrar na sala de bate-papo, quer ter um e-mail pra mandar um currículo também", fala Raul Luiz, ONG Coletivo Digital.
A maioria e, principalmente os jovens, já tem intimidade com a rede. “Eu fico com os meus amigos online o tempo inteiro. Não da pra ficar isolado!”, declara Aline Graça, estudante, 17 anos.
Nessa tribo, tem até cacique. Porã diz que é índio potiguara da Paraíba.
E na aldeia, tem internet?
“Temos, temos um telecentro, né, um ponto de cultura”, responde Porã Potiguara, índio.
E todo mundo usa?
“Sim, é livre. É gratuito”, diz ele.
E as pessoas gostam de usar?
“Com certeza. Hoje o índio ta gostando muito da internet né. Podendo se comunicar com outros povos, conhecer outras realidades”, afirma.
Porã demarcou espaço na internet: tem um blog onde conta suas aventuras pelo mundo virtual.
Guerreiro moderninho não esquece a tradição. Internet travou? É só chamar o helpdesk...
Gente que faz chover na rede se encontra na Campus Party.
É uma reunião de usuários pesados, um povo que desenha o depois-de-amanhã da web.
Mas esta é só a cerejinha de um imenso bolo de brasileiros que caiu na rede.
São 40 milhões de “ponto-br” navegando nesse mar de informações que mal existia no país há dez anos.
Hoje, o Brasil faz a maior social na web. Somos vice-campeões mundiais nas redes de relacionamento, só perdemos para o Canadá; somos os maiores usuários mundiais das mensagens instantâneas do MSN; metade do site de relacionamentos Orkut é verde-amarela! São 30 milhões de perfis em redes sociais! Pois é, se espalhar na rede, hoje em dia, aqui no Brasil, quer dizer uma coisa totalmente diferente.
O brasileiro também passa muito tempo online. Somos os campeões do mundo, ficamos conectados quase 22 horas por mês!
“Eu não consigo me ver sem o computador do lado. Não existe essa possibilidade”, afirma Carlos Alexandre Duarte, técnico em rede de computadores.
Na Campus Party, o especialista em redes veste o apelido que adotou no grupo virtual de fanáticos por modding, livre traduzindo, a arte de empetecar e turbinar o computador.
Ele banca o professor Brown, o inventor maluco do filme "De volta para o futuro". De um pai assim, a filha Adrielli, de 9 anos, não podia mesmo ganhar coisa diferente...
Seu computador é muito bacana! Como é o nome dele?
“Max, porque o meu cachorro se chama Max”, diz a garota.
Até o Gil, que já se conectou faz tempo apareceu para passar um dia na Campus Party. E se confessou impressionado com a nossa vida digital.
“Eu tava conversando com Caetano há uns 5 ou 6 dias atrás lá em casa, na Bahia, e ele dizendo, ressaltando esses aspectos todos. E ele dizendo "Mas Gil, mas foi muito rápido". Mas é isso, e aqui no Brasil as coisas são assim, o Brasil tem agilidade, internet, computador, essas coisas com a agilidade que têm caíram no gosto do brasileiro”, comenta Gilberto Gil, cantor e compositor.
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